CDS propõe a Costa "Unidade de Missão para a Reconstrução"

"É a clareza nos diferentes pontos de vista que nos permite caminhar para consensos", escreve Assunção Cristas ao primeiro-ministro, assumindo uma "postura ativa e construtiva"

Criar uma "Unidade de Missão para a Reconstrução", que facilite "a relação entre os privados e o Estado central ou local, garantido a eficácia na alocação dos recursos disponíveis e daqueles que venham a ser criados" para apoiar todas as pessoas afetadas pelos incêndios deste mês e de Pedrógão, em junho. é uma das 43 propostas que o CDS enviou esta quinta-feira ao primeiro-ministro António Costa. O CDS sugere que esta "Unidade de Missão" seja dirigida por uma "personalidade de reconhecimento nacional e regional, com autonomia e comando".

O conjunto de ideias dos centristas estão organizadas em três áreas: as "propostas de curto prazo no âmbito da reconstrução, as "propostas no âmbito do território" e as "propostas no âmbito da proteção". No primeiro grupo a primeira é que seja garantida "uma indemnização justa de todos os familiares das vítimas dos incêndios deste ano", seguindo-se outras relacionadas com apoios na saúde, produção agrícola e animal e apoios fiscais. Para o território, estão propostas no "reordenamento e gestão florestal". Entre outras, "reforçar as equipas de sapadores florestais", garantir "fortes campanhas de sensibilização", "mobilizar os proprietários para uma maior intervenção na floresta" e "garantir nos Planos Regionais de Ordenamento do Território a diversificação das manchas florestais" com espécies de baixa inflamabilidade".

Para a área da Proteção, o CDS avança com 23 propostas, que passam muito por algumas das iniciativas que o governo já tomou, como a profissionalização dos bombeiros, melhorar o modelo de formação da Escola Nacional de Bombeiros, reforçar a participação das Forças Armadas e redefinir o "modelo orgânico da Autoridade Nacional de Proteção Civil". O CDS também propõe a reativação do Corpo Nacional de Guardas Florestais, a criação de um Plano Anual de Fogo Controlado "para gestão dos combustíveis" e um reforço grande da comunicação e sensibilização das populações.

Esta pacote alargado de propostas é enviado dois dias depois do CDS ter apresentado uma moção de censura ao governo por causa dos incêndios. Na carta enviada ao primeiro-ministro, que acompanha a apresentação das ideias, Assunção Cristas diz que ouviu "com espírito construtivo as decisões tomadas no Conselho de Ministros extraordinário no passado dia 21 de outubro" e é "com esse mesmo espírito que o CDS apresenta as propostas que lhe envio".

Leia aqui a carta

Leia aqui as propostas

A presidente do PS sublinha que se tratam de "propostas construtivas para responder com justiça e rapidez às vítimas dos incêndios e garantir uma reconstrução rápida do tecido produtivo, bem com medidas estruturais no ordenamento e proteção do território". Para Cristas "é a clareza nos diferentes pontos de vista que nos permite caminhar para consensos", estando certa que Costa "valorizará a utilidade deste contributo do CDS, certamente não exaustivo, mas já bastante amadurecido nesse caminho de procura de soluções alargadas".

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