CDS pede a ministro que assuma responsabilidades

Adalberto Campos Fernandes afirmou que o número de consultas de oftalmologia aumentou nos últimos anos, mas reconheceu que o SNS tem de aumentar a capacidade de resposta para atender principalmente à população idosa

A deputada do CDS-PP Isabel Galriça Neto defendeu esta terça-feira que o acesso aos cuidados de saúde em Portugal "está pior", não apenas na oftalmologia, pedindo ao ministro que assuma responsabilidades.

"Isto é muito, muito grave. O acesso está pior, são notícias atrás de notícias e este relatório feito por esta missão vem corroborar aquilo que estamos a dizer há mais de um ano, que as listas de espera aumentam, que os tempos para as consultas aumentam, e não é só em oftalmologia", disse à Lusa a deputada centrista.

Referindo-se a conclusões da Estratégia Nacional para a Saúde da Visão, que entra hoje em discussão pública, Isabel Galriça Neto sublinhou: "O senhor ministro tem de assumir responsabilidades".

"O senhor ministro já veio dizer que é preciso aumentar a resposta, mas até parece que ele não é o ministro da saúde, que tem a responsabilidade de aumentar a resposta", acrescentou.

Relativamente à deslocalização do Infarmed para o Porto, a deputada do CDS antecipou ainda que na comissão parlamentar de Saúde de quarta-feira irá insistir na divulgação aos deputados do relatório do grupo de trabalho sobre aquela matéria, "que é da maior relevância e não é compaginável com especulações".

Na Estratégia Nacional para a Saúde da Visão, defende-se que, apesar do crescimento do número de consultas, a rede nacional de cuidados de saúde da visão, assente nos serviços de oftalmologia da estrutura hospitalar do Serviço Nacional de Saúde (SNS), tem "importantes insuficiências e constrangimentos".

O ministro da Saúde, Adalberto Campos Fernandes, afirmou que o número de consultas de oftalmologia aumentou nos últimos anos, mas reconheceu que o SNS tem de aumentar a capacidade de resposta para atender principalmente à população idosa.

"Temos uma população muito envelhecida, temos uma população que carece muito do acesso nomeadamente a consultas de oftalmologia, temos de ter mais capacidade resolutiva dentro do próprio sistema e temos que encontrar, quando não a temos, respostas para esses cidadãos", disse Adalberto Campos Fernandes.

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