CDS exige explicação sobre números dos cadernos eleitorias

O deputado do CDS-PP Ribeiro e Castro exigiu hoje, domingo, uma "explicação urgente" e uma intervenção que reponha a credibilidade dos cadernos eleitorais, reagindo a uma notícia que dá conta das discrepâncias entre os dados provisórios e os finais.

Na sua edição de hoje, o Dário de Notícias revela discrepâncias acentuadas, sobretudo em alguns distritos, entre os dados provisórios e os dados oficiais, tanto no que respeita ao número de votantes, como de inscritos. "Considero que este é mais um facto que vem manchar o estado do processo eleitoral em Portugal e é a confirmação da passagem de um estado avançado para o primitivo e caótico nesta matéria", considerou. Evocando a sua experiência no Parlamento Europeu à frente de "várias missões eleitorais em todo o mundo", Ribeiro e Castro assegura que "raramente" viu "coisas tão desconchavadas e desconexas" no processo eleitoral como estas.

A propósito, e ironizando, o deputado do CDS-PP lembra que Cabo Verde teve recentemente eleições que "correram bem, pelo que deixa ao Governo português a sugestão de pedir "assistência técnica e eleitoral" àquele país africano. Ribeiro e Castro chamou a atenção em particular do distrito do Porto, onde se regista uma diferença de seis mil votantes e de 13 mil inscritos. "Esta variação dos votantes também me preocupa: sempre houve variações, mas nunca com esta dimensão. A variação do número de inscritos então é completamente incompreensível e carece de uma explicação cabal", considerou.

O deputado sublinhou que o número de inscritos nos cadernos eleitorais é estável e não varia conforme quem vai votar, e considerou que está instalado "o caos e a anarquia nos cadernos eleitorais". Exortando o Ministério da Administração Interna a apresentar uma explicação, Ribeiro e Castro adiantou que mesmo que este ministério entenda não ser da sua responsabilidade o sucedido, terá que dizer qual a entidade responsável. "O país não pode é ficar a achar que os cadernos eleitorais não são fiáveis. Isto nunca aconteceu desde 1976. Tínhamos dos processos eleitorais mais sólidos e prestigiados do mundo. Foi preciso este Governo para passar do estado avançado para um estado primitivo", reiterou.

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG