Cavaco Silva "ausentou-se e escondeu-se". Sampaio da Nóvoa não o fará

Candidato presidencial acusa atual Chefe de Estado de ter sido muitas vezes primeiro-ministro e de se ter omitido. É por oposição a isto que ele se candidata.

Sampaio da Nóvoa quis esta quarta-feira sublinhar o que o separa da Presidência de Cavaco Silva, depois de ontem o general Ramalho Eanes ter apontado "semelhanças" entre o atual Chefe de Estado e o candidato à sua sucessão em Belém.

Falando num almoço-comício em Aljustrel, o antigo reitor da Universidade de Lisboa criticou o facto de termos tido "um Presidente que, por vezes, mais parecia um primeiro-ministro e que, outras vezes, quando precisávamos de um Presidente, se ausentou, se omitiu, se escondeu".

Em Belém, defendeu Sampaio da Nóvoa, "precisamos de ter de novo um Presidente que esteja do lado dos portugueses", que tenha "capacidade de unir", "próximo dos portugueses". "É para ser esse Presidente que eu me candidato", defendeu o antigo reitor da Universidade de Lisboa.

Nóvoa notou que o seu programa "é fácil de tirar do bolso". E do bolso retirou um exemplar da Constituição da República, para ler o seu artigo primeiro. "Portugal é uma República soberana, baseada na dignidade da pessoa humana e na vontade popular e empenhada na construção de uma sociedade livre, justa e solidária". Para concluir, depois da leitura: "É este o Presidente que eu serei, o Presidente da Constituição."

No final do discurso, o Grupo Coral dos Mineiros de Aljustrel foi acompanhado por Sampaio da Nóvoa. "Vê lá companheiro, vê lá como venho eu", canta-se o Hino dos Mineiros.

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