Cavaco é o preferido para 57% do eleitorado apesar do tabu da recandidatura

Estudo da Universidade Católica para o DN, 'JN', Antena 1 e RTP revela que o Presidente está bem à frente de Alegre e Nobre.

"Quem parece poder ser melhor presidente da República?" Cavaco Silva, diz a maioria dos inquiridos na sondagem da Universidade Católica para o DN. Manuel Alegre é a segunda opção, e na terceira posição - a significativa distância do socialista - fica Fernando Nobre.

O actual Presidente da República, que mantém o tabu sobre uma eventual recandidatura a Belém, é considerado por 57% das pessoas como aquele que apresenta melhor capacidades para desempenhar o cargo presidencial. Em comparação com o resultado obtido nas Presidenciais de 2006, Cavaco sobe quase sete pontos percentuais. Em 2006, o actual Chefe do Estado foi eleito, à primeira volta, com 50,6% dos votos.

O antigo deputado socialista Manuel Alegre, já em pré-campanha presidencial, neste estudo de opinião, realizado entre os dias 6 e 9, conta com o apoio de 19% os inquiridos. Resultado um pouco inferior ao conseguido nas presidenciais de há cinco anos. Nesse acto eleitoral, o poeta, autor da A Praça da Canção, obteve 20,7%, e ficou a poucos milhares de votos de disputar a segunda volta com o candidato apoiado pela direita.

Modesto, aparentemente, parece ser o resultado do candidato Fernando Nobre na sondagem da Universidade Católica. O presidente da AMI e ex- -mandatário das listas do BE nas últimas europeias tem a seu lado 8% dos inquiridos. No entanto, Nobre é candidato, sem apoio de qualquer partido, há poucas semanas. Tem sido muito duro com a política do Governo de José Sócrates e, tal como Cavaco, espera mais esclarecimentos do primeiro-ministro sobre o caso PT/TVI.

Mal foi conhecida a candidatura do médico, Manuel Alegre, num jantar-comício em Coimbra, acusou Nobre de entrar na corrida para dividir, favorecendo, desse modo, o provável recandidato Cavaco Silva.

"É tempo de saber quem quer unir e quem quer dividir", disse Alegre. Fernando Nobre rejeitou de imediato esse papel e, ainda, a acusação de que a sua candidatura tinha sido lançada pelos soaristas.

Para já, uma coisa é certa: Nobre veio criar indecisão no BE, que anunciou apoio a Manuel Alegre. Com a entrada do fundador da AMI na corrida, alguns bloquistas ficaram na dúvida. Mais a mais, Alegre, ao contrário de Nobre, ainda não se pronunciou sobre os casos polémicos que alegadamente envolvem o primeiro-ministro.

Enquanto o campo da esquerda, uma vez mais, se apresenta dividido e em ambiente de crispação, Cavaco Silva - que voltará a ter o apoio da PSD e da CDS/PP - intensifica os seus serenos roteiros presidenciais pelo País.

Ficha técnica :

Esta sondagem foi realizada pelo Centro de Estudos e Sondagens de Opinião da Universidade Católica Portuguesa (CESOP) para a Antena 1, a RTP, o Jornal de
Notícias e o Diário de Notícias entre os dias 6 e 9 de Março de 2010. O universo alvo é composto pelos indivíduos com 18 ou mais anos recenseados eleitoralmente e residentes em Portugal Continental. Foram seleccionadas aleatoriamente dezanove freguesias do
país, tendo em conta a distribuição da população recenseada eleitoralmente por regiões NUT II (2001) e por freguesias com mais e menos de 3200 recenseados. A selecção aleatória das freguesias foi sistematicamente repetida até os resultados eleitorais das eleições legislativas de 2002 e 2005 nesse conjunto de freguesias, ponderado o número de inquéritos a realizar em cada uma, estivessem a menos de 1% do resultados nacionais dos cinco maiores partidos. Os domicílios em cada freguesia foram seleccionados por caminho aleatório e foi inquirido em cada domicílio o mais recente aniversariante recenseado eleitoralmente na freguesia. Foram obtidos 1148 inquéritos válidos, sendo que 54% dos inquiridos eram do sexo feminino, 40% da região Norte, 17% do Centro, 31% de Lisboa e Vale do Tejo, 7% do Alentejo e 5% do Algarve. Todos os resultados obtidos foram depois ponderados de acordo com a distribuição da população com 18 ou mais anos residentes no Continente por sexo (2007) e escalões etários (2007), na base dos dados do INE, e por região e habitat ma base dos dados do recenseamento eleitoral. A taxa de resposta foi de 49,6%*. A margem de erro máximo associado a uma amostra aleatória de 1148 inquiridos é de 2,9%, com um nível de confiança de 95%.

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