Cavaco diz que saúde é "direito fundamental"

O Presidente da República considerou hoje que seria "inaceitável" que os portugueses que não têm recursos económicos não pudessem ser tratados nos hospitais, frisando que "a saúde é um direito fundamental".

"A saúde é um direito fundamental dos cidadãos numa sociedade democrática e seria inaceitável que se verificasse aquilo que se verifica nalguns países do mundo em que se não tem um seguro ou se não tem recursos financeiros então fica à porta do hospital e não é tratado", afirmou o chefe de Estado, em declarações aos jornalistas, no final da inauguração do primeiro centro de treino para equipas médicas, na Faculdade de Medicina de Lisboa, no Hospital de Santa Maria.

Questionado como vê a reforma hospitalar,

"Mas espero bem que nunca se ponha em causa o acesso à saúde por razões económicas", acrescentou, sustentando que o Serviço Nacional de Saúde, com a qualidade dos seus técnicos e profissionais, tem dado resposta "na medida do possível" às necessidades dos portugueses.

Interrogado se isso está assegurado, o chefe de Estado disse não ter "indicações em contrário" e, apesar de ressalvar não ser um especialista na matéria, fez votos para que a situação não se altere.

Nas declarações que fez aos jornalistas à saída da inauguração do primeiro centro de treino para equipas médicas, o Presidente da República congratulou-se ainda com a decisão de "um empreendedor da diáspora portuguesa", residente na Holanda, ter decidido trazer este projeto para Portugal e investir no país.

"O mais importante aqui é mobilizar esses empresários de sucesso espalhados pelas cinco partes do mundo, olhar cuidadosamente para as potencialidades de Portugal e chamá-los a ajudar o nosso país a ultrapassar as dificuldades, não apenas dando a conhecer os produtos portugueses, mas também considerando as possibilidades de investir em Portugal", disse.

Antecipando o encontro que terá esta tarde com empresários da diáspora portuguesa,

"Tratá-los com respeito, tratá-los com consideração e mostrar aquilo que nós temos para oferecer e comparar com aquilo que eles têm para dar, porque dessa forma surgem benefícios mútuos, para bem de Portugal", defendeu.

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