Carta 'inspirou' Ana e Sérgio a unirem-se por Santo António

Relação começou há 15 anos, quando ela tinha 14 e ele 19. Hoje, têm três filhos. Casamento era um sonho de toda a família

Quando, há seis anos, Ana Clara Amaral e Sérgio Nunes se inscreveram pela primeira vez nos Casamentos de Santo António, o cupão chegara à caixa do correio numa carta da Gebalis, empresa municipal que gere os bairros sociais da capital. Mas só à terceira tentativa é que o casal que se conheceu há cerca de 15 anos foi selecionado... e deu uma alegria aos seus filhos.

"Eles sempre disseram que queriam que a gente se casasse", confidencia a operadora de logística, mãe de dois rapazes, de 13 e 11 anos, e de uma bebé de 21 meses. "O do meio chorou mesmo baba e ranho quando lhe contámos", recorda o pai, 33 anos, sem esconder a alegria por poder concretizar o sonho de toda a família.

A história com um final feliz começou a ganhar forma na noite em que o hoje técnico de manutenção foi, aos 19 anos, com um amigo ao entretanto demolido Bairro Chinês para que este lhe apresentasse uma rapariga - Ana Clara, então com 14 anos. "Eu não ligava nada aos miúdos. Só queria era jogar à bola", conta a noiva, bem-disposta, agora com 29 anos, enquanto Sérgio recorda que todos diziam que ela era muito nova para estarem juntos.

O namoro começou pouco tempo depois, seis meses antes de Sérgio passar a residir com a adolescente e a família desta. "Para eu não sair de casa, ele foi viver para lá", explica a lisboeta, antes de o companheiro acrescentar que, quando foram realojados, já o foram como casal. No próximo dia 12, vão oficializar a relação no Salão Nobre dos Paços do Concelho, pelo Civil, sem que se sintam menos abençoados por isso.

"O que interessa é que o casal esteja bem", atira Ana Clara, antes de Sérgio sentenciar, sem que um vestígio de dúvida assome à sua face: "Daqui a 50 anos queremos estar lá, nos Casamentos de Santo António, a comemorar as nossas bodas de ouro."

Exclusivos

Premium

EUA

Elizabeth Warren tem um plano

Donald Trump continua com níveis baixos de aprovação nacional, mas capacidade muito elevada de manter a fidelidade republicana. A oportunidade para travar a reeleição do mais bizarro presidente que a história recente da América revelou existe: entre 55% e 60% dos eleitores garantem que Trump não merece segundo mandato. A chave está em saber se os democratas vão ser capazes de mobilizar para as urnas essa maioria anti-Trump que, para já, é só virtual. Em tempos normais, o centrismo experiente de Joe Biden seria a escolha mais avisada. Mas os EUA não vivem tempos normais. Kennedy apontou para a Lua e alimentava o "sonho americano". Obama oferecia a garantia de que ainda era possível acreditar nisso (yes we can). Elizabeth Warren pode não ter ambições tão inspiradoras - mas tem um plano. E esse plano da senadora corajosa e frontal do Massachusetts pode mesmo ser a maior ameaça a Donald Trump.