Candidatura de Centeno ao Eurogrupo prova sucesso da geringonça, diz PS

Secretária-geral adjunta do PS aponta resultados da aliança de esquerda portuguesa como exemplo para vitória socialista na Europa em 2019

Ana Catarina Mendes disse este sábado que as "reais possibilidades" de Mário Centeno presidir ao Eurogrupo testemunham o sucesso da alternativa de governo liderada pelo PS em Portugal.

A secretária-geral adjunta do PS intervinha em Lisboa, no último dia do Conselho do Partido Socialista Europeu e à margem do qual estão reunidos o português António Costa e o líder dos trabalhistas ingleses, Jeremy Corbyn.

"O sucesso da nossa alternativa mede-se" pela aprovação de três orçamentos de Estado e pela "diminuição do desemprego e da pobreza", mas "também por termos conseguido explicar a nossa visão aos parceiros europeus, que eram hostis e desconfiados em relação ao nosso caminho", observou Ana Catarina Mendes.

"Foi isso que tornou possível o que muitos julgavam inimaginável, que um ministro das Finanças, português e socialista, de um governo baseado numa aliança de esquerda, tenha reais possibilidades de vir a ser o próximo presidente do Eurogrupo", sublinhou a dirigente do PS.

"Os apoios que Mário Centeno reúne [...] são a prova de que a Europa é mais forte quando aceita que há caminhos diferentes", prosseguiu Ana Catarina Mendes.

"Nós, portugueses, recusámos o maximalismo e a arrogância perante quem pensa diferente de nós, tanto quanto recusámos a submissão acrítica, as orientações que ameaçavam a nossa coesão porque todos somos necessários na construção dos nossos países e da Europa", frisou a secretária-geral adjunta socialista.

Vieira da Silva, intervindo no painel sobre o pilar social europeu, realçou a importância de as diferentes políticas comunitárias incluírem essa dimensão social nas suas prioridades, instrumentos e opções.

Afirmando que "não existe projeto europeu sem a liderança da família social-democrata", Vieira da Silva argumentou que, "sem resultados, o pilar europeu não será um instrumento" para o "virar de página" para alcançar os resultados pretendidos, sejam a melhoria do emprego e da proteção social ou alterar a perceção que os cidadãos têm da Europa.

"É na construção das perceções, na forma como nos relacionamos com o presente e futuro, que bloqueamos o avanço dos populismos e da extrema direita e colocamos a social-democracia como forma liderante do projeto europeu", destacou o ministro do Trabalho português.