"Campanha sem elevação desprestigiou advogados que a fizeram", diz Marinho e Pinto

O bastonário da Ordem dos Advogados e apoiante da sucessora, Elina Fraga, escolhida na sexta-feira, lamentou hoje que a campanha para as eleições mais concorridas de sempre da instituição não tenha decorrido com elevação.

"A campanha não decorreu com elevação, sobretudo por parte dos três candidatos de Lisboa", disse Marinho e Pinto, em alusão a Vasco Marques Correia, que obteve a segunda maior percentagem na votação (17%), Raposo Subtil e Jerónimo Martins (ambos com 16%), enquanto a nova bastonária recolheu 31 por cento.

O ainda bastonário da OA referiu à Lusa que a campanha, marcada por troca de acusações e por ações judiciais entre candidatos, "não desprestigiou os advogados que assim atuaram".

Marinho e Pinto, que cumpriu dois mandatos (seis anos) como bastonário, salientou que "os advogados não costumam premiar, eleger as pessoas que têm condutas semelhantes".

"Os advogados não gostam de falta de respeito pelo princípio da urbanidade, pela falta de respeito pelos outros colegas", salientou pouco tempo depois de os resultados provisórios terem sido apurados, na manhã de hoje.

O bastonário dos advogados eleito em 2007, que não podia recandidatar-se a um terceiro mandato, afirmou ainda que se registou "uma grande votação, à volta dos 70 por cento dos eleitores".

Sobre a sua sucessora no cargo, Marinho e Pinto congratulou-se por Elina Fraga ser do interior do país, "onde o Governo quer encerrar tribunais".

"É importante uma voz que vem do interior do país", assinalou.

A agência Lusa tentou o contacto telefónico com a nova bastonária, mas Elina Fraga não estava disponível.

Elina Fraga é a segunda bastonária na história da OA, depois de Maria Serra Lopes ter ocupado o cargo na década de 90.

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