Caminhada em defesa de novo hospital

Cerca de 300 pessoas participaram hoje numa caminhada em defesa da construção de um novo hospital no Seixal, afirmando que o hospital Garcia de Orta, em Almada, está "sobrecarregado e em rotura".

Numa manhã de chuva, as pessoas saíram à rua e percorreram a marginal do Seixal, com faixas e balões em defesa da construção do novo hospital no concelho e também de centros de saúde.

Em agosto de 2009 o governo reconheceu o novo hospital como uma necessidade e celebrou com o município um acordo estratégico para construção, que estava prevista terminar em 2012.

"A presença de tantas pessoas, num dia de chuva como o de hoje, demonstra que o hospital é mesmo necessário. Devia já estar concluído em 2012 mas estamos em 2014 e o projeto de execução não está adjudicado. É uma enorme necessidade para o Seixal e para a região", disse à agência Lusa Joaquim Santos (PCP), presidente da Câmara do Seixal.

Enquanto os manifestantes percorriam a marginal do Seixal, pela estrada seguiam carros dos bombeiros e ambulâncias que acompanhavam o protesto, em sinal de solidariedade com a causa.

"A nova portaria do governo tira funções aos hospitais do Barreiro e Setúbal, para concentrar no Garcia de Orta, em Almada, o que ainda agrava o problema e torna mais urgente este hospital. Basta ir ao Garcia de Orta para perceber que o hospital está, em todos os pontos de vista, em rotura, do atendimento à urgência ou estacionamento", defendeu o autarca.

Joaquim Santos referiu que o hospital em Almada está "sobrecarregado" e que todos os estudos indicam que a solução passa pela construção do hospital do Seixal.

"Vamos continuar a lutar. Estamos a reunir assinaturas com o objetivo de, em setembro, conseguir as quatro mil para levar o assunto a discussão na Assembleia da República para que se possam pronunciar", afirmou.

O autarca lamentou também que o ministro da Saúde ainda não tenha respondido ao pedido de reunião dos municípios: "O ministro não recebeu os nove municípios da Península de Setúbal. São quase 800 mil pessoas que pretendem uma reunião".

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