Câmara espera resposta da ARS-N sobre SAP nocturno

A Câmara de Celorico de Basto vai aguardar mais alguns dias por uma resposta da tutela à proposta da autarquia para assumir as despesas do atendimento nocturno no centro de saúde, impedindo o seu encerramento.

O prazo dado pela autarquia há uma semana para uma resposta da Administração Regional de Saúde do Norte (ARS-N) termina hoje, mas o presidente Joaquim Mota e Silva (PSD) revela que foram marcadas reuniões com entidades oficiais para tratar a matéria.

"Nos próximos dias haverá reuniões para tentarmos encontrar a melhor solução", afirmou o edil de Celorico de Basto, não revelando as entidades envolvidas.

O Serviço de Atendimento Permanente (SAP) nocturno daquela vila do interior do distrito de Braga encerrou às 24:00 do dia 16 de Fevereiro, por determinação da ARS-N.

O autarca sublinha que desde a primeira hora, neste processo, sempre adoptou uma atitude construtiva, garantindo que vai deixar que se esgotem todas as vias de entendimento no sentido da manutenção SAP.

"Estou neste processo de boa-fé, mas sempre na defesa dos interesses legítimos dos munícipes de Celorico de Basto", observou, à Agência Lusa.

A autarquia aguarda a resposta da ARS-N à proposta apresentada pelo município, que se disponibilizou a assumir os encargos financeiros com o funcionamento do SAP (cerca de 250 mil euros por ano) até que esteja pronto o novo hospital de Amarante, o que só deverá acontecer em 2012.

No concelho, está a circular uma petição para reunir as assinaturas necessárias para que o encerramento daquele serviço de saúde seja discutido na Assembleia da República.

O documento também pode ser subscrito nas redes sociais na Internet dinamizadas por jovens que integram a comissão de utentes.

No domingo, milhares de habitantes de Celorico de Basto reuniram-se junto ao centro de saúde e ouviram o presidente da câmara dizer que o encerramento do SAP nocturno foi "indigno e injusto".

Joaquim Mota e Silva considerou que o seu concelho está a ser tratado "de forma inqualificável e injusta".

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