Búlgara Irina Bokova mantém-se como candidata à ONU

Diretora-geral da UNESCO anunciou decisão horas depois de saber que o governo da Bulgária decidiu apoiar Kristalina Georgieva.

Irina Bokova fez saber esta quarta-feira que vai manter-se na corrida ao cargo de secretário-geral da ONU.

A decisão foi comunicada através das redes sociais e surgiu horas após o governo da Bulgária anunciar que lhe retirava o seu apoio para apostar na também búlgara Kristalina Georgieva, vice-presidente da Comissão Europeia ligada ao partido Popular Europeu.

A recusa de Irina Bokova (próxima dos socialistas) em desistir significa que Kristalina Georgieva (direita) deverá ser apoiada por países terceiros, porque só a própria diretora-geral da UNESCO pode retirar a sua candidatura.

"Estou grata a todos os que me apoiam e totalmente decidida em continuar na corrida" para o cargo de secretário-geral da ONU, escreveu Irina Bokova no Twitter.

Mas Georgieva, apoiada pela Alemanha e a quem a Comissão Europeia deu licença sem vencimento, deverá ver dificultada a apresentação da sua candidatura por países terceiros ou pelo seu próprio país se prevalecer a posição dos países - como a China - que entendem não poder haver nomes propostos por países que não o da sua nacionalidade e que uma capital só pode ter uma candidatura.

A disputa entre as duas candidatas búlgaras tem por trás, além de disputas políticas internas (e quando dois terços dos búlgaros dizem apoiar Bokova num recente estudo de opinião), a pretensão do Partido Popular Europeu (PPE) em ter um nome da sua área política - Georgieva - a concorrer ao topo da ONU.

Note-se que, apesar do apoio público anunciado por Durão Barroso a António Guterres, há meses que surgem notícias a garantir que o ex-presidente da Comissão Europeia - que as tem desmentido - apoiava Kristalina Georgieva.

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