Bolseiros foram impedidos de consultar atas do concurso

Jovens investigadores contestam cortes nas bolsas e a política científica que, dizem, está a matar a ciência e a inviabilizar o seu futuro, e o do País. No dia 29 haverá nova jornada

A chuva caiu intensa durante horas, mas isso não impediu que cerca de um milhar de bolseiros de investigação científica saíssem ontem à rua, em Lisboa, para protestar contra o corte drástico no número de bolsas aprovadas pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT) no último concurso e também contra a atual política científica que, dizem, está a matar a ciência em Portugal. Perto da residência oficial do primeiro-ministro, junto a São Bento, os jovens investigadores pediram, alto e bom som, a demissão do Governo.

O momento mais tenso do protesto, que foi o mais participado da última década, segundo a Associação dos Bolseiros de Investigação Científica (ABIC), aconteceu já ao final da tarde quando, de regresso à sede da FCT, na Avenida D. Carlos I, os bolseiros que viram chumbadas as suas candidaturas no último concurso tentaram dirigir-se à Loja do Cientista para consultarem os respetivos processos constantes nas atas de avaliação.

Uma barreira policial impedi-os, no entanto, de chegar à porta do edifício e a indignação dos manifestantes fez-se ouvir na rua em grandes assobios e apupos, em vaias e palavras de ordem que pediam também a demissão de Miguel Seabra, o presidente da FCT.

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