Boato sobre corpo encontrado causa tensão na praia

A notícia de que o corpo de uma jovem tinha sido encontrado no mar ao largo da praia do Meco, não passou de um boato. Porém, marcou a manhã desta terça-feira.

Mas quando as famílias dos jovens estudantes da Lusófona, que continuam sem arredar pé da praia do Moinho de Baixo, correram para as autoridades a tentar saber de quem se tratava, receberam a informação de que a notícia era falsa.

Ao terceiro de dia de buscas, as autoridades estão hoje, especialmente, atentas à praia dos Lagosteiros, no Cabo Espichel, apesar das más condições de visibilidade e agravamento do estado do tempo. Admitem, como hipótese mais provável, que as correntes marítimas arrastem para esta zona os cinco estudantes da Universidade Lusófona que estão desaparecidos desde a madrugada de domingo, depois de terem sido "engolidos" por uma onda gigante quando estavam sentados no areal da praia da Meco, segundo relato do único sobrevivente da tragédia.

Tiago André Campos, 21 anos, é o nome do único morto confirmado, tendo o cadáver sido já autopsiado na morgue de Setúbal.

"Confirmo que não encontrámos ainda ninguém", sublinhou o capitão do Porto de Setúbal, Lopes da Costa, revelando que as buscas passaram a "apertar malha" mais na zona da praia dos Lagosteiros, para onde tradicionalmente as correntes deslocam matérias à deriva no mar. "É uma probabilidade crescente", disse o comandante, referindo que a Marinha mantém os 50 homens no terreno e os mesmos meios disponibilizados ontem, sendo que só amanhã serão reavaliados os meios a usar no terreno. "É preciso continuar as buscas e não podemos antecipar decisões. A seu tempo será reequacionado o dispositivo", acrescentou.

Quem também continua na praia do Meco são os três psicólogos, que hoje tiveram de socorrer a situações de ansiedade de alguns familiares que desesperam pela ausência de notícias dos cinco jovens desaparecidos Carina Sanchez (23 anos), Pedro Tito Negrão (24) Catarina Soares (22) Andreia Revez (21) e Joana Barroso (22) que representavam vários cursos da Lusófona no Conselho Oficial da Praxe Académica (COPA).