Blocos operatórios encerrados em vários hospitais

Sindicatos falam em grande adesão e dizem que os blocos operatórios de vários hospitais da grande Lisboa estão fechados por causa da greve. Também nos cuidados de saúde primários, há centros e unidades de saúde familiar a funcionar apenas com um médico.

"Estão encerrados os blocos operatórios dos hospitais de Santa Maria, S. José, Amadora-Sintra e Garcia de Orta", diz ao DN Jorge Roque da Cunha, secretário-geral do Sindicato Independente dos Médicos (SIM). Nas contas do Ministério da Saúde, tendo por base a produção do ano passado e uma adesão a 100% nos dois dias, 4 382 cirurgias programadas podem não se realizar.

No caso das consultas, embora muitos doentes tenham se deslocados aos hospitais, terá sido possível atenuar os efeitos com os médicos a fazer a antecipação ou adiamento para os dias seguintes. "Num dia normal não conseguíamos estar a falar no corredor", salienta Ana Margarida Moreira, da Federação Nacional dos Médicos (Fnam), para exemplificar a menor afluência de utentes no Hospital de Santa Maria. Nas palavras da mesma "a adesão à greve é superior a 90%".

Também nos cuidados de saúde primários, o efeito da paralisação é grande. "No centro de saúde de Camarate com 11 médicos, um está de férias e os restantes de greve. Em Sacavém estão nove colegas em greve, dois de férias e um a trabalhar. Já na zona Centro estão apenas duas unidades de saúde familiar a funcionar, cada uma delas com um só médico", contabiliza Jorge Roque da Cunha, do SIM.

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