"BIC deveria ter assumido parte dos processos judiciais"

Lourenço Soares, administrador do BPN durante o período de nacionalização, disse hoje que pediu a demissão por não concordar com o facto de o Estado ter que assumir 300 milhões em causa nos processos em tribunal

Lourenço Soares, administrador do BPN durante o período de nacionalização do banco, revelou hoje ter pedido a sua demissão do banco durante as negociações da venda ao BIC por não concordar com o facto de o Estado ter ficado com a responsabilidade dos processos judiciais em curso contra o BPN. Estes totalizam cerca de 300 milhões de euros.

"Havia um conjunto de processos judiciais que ficaram a cargo do Estado. Eu achava que, pelo menos, uma parte deveria ter ficado com o comprador. Por exemplo, 75% para o Estado, 25% para o BIC", referiu, esta tarde, Lourenço Soares durante a sua audição na Comissão Parlamentar de Inquérito ao BPN.

No acordo final com o BIC, o Estado acabou por assumir o risco por todos os processos que ainda correm nos tribunais.

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