Beijo interrompeu caminho para comerem bolo

Relação Raquel Silva e João Almeida já se conheciam do bairro onde viviam, mas tudo mudou há 15 anos, durante os Santos Populares

Raquel Silva e João Almeida conhecem-se desde sempre das ruas do típico bairro da Madragoa, mas foi há 15 anos que a sua relação mudou, durante os Santos Populares. "Os santos acabaram e o João convidou-me para irmos comer um bolo", recorda a lisboeta, antes de, entre risos, confessar que o caminho teve um interrupção . "Ao pé do Chafariz da Esperança demos o primeiro beijo", conta.

Estão juntos desde então. Ao fim de sete anos, passaram a partilhar casa. João Pedro nasceu dois anos depois, Margarida há 16 meses. Só ele vai poder estar presente na cerimónia, que, por ser pelo civil, vai decorrer nos Paços do Concelho. "Não sei se não esperaríamos mais um ano para nos casarmos se ele não pudesse ir", garante a desempregada.

É ela, explica o noivo de 32 anos, quem é "devotíssima de Santo António", cuja bênção vão receber no dia 12. "Porque é que o casamento civil não pode ser abençoado?", questiona Raquel, indiferente a críticas que lhes possam ser feitas.

O pedido de casamento foi feito há um ano, por João, "completamente do nada". "Estávamos a comer uma sardinha. Foi dentro de uma conversa que não tinha nada a ver", descreve, aos 29 anos. O incentivo foi dado pelo filho. "Ele já me perguntava porque é que não me chamava Almeida", afirma.

É nos seus "rebentos" que voltam a falar quando se menciona a lua de mel a que vão ter direito - quatros dias no Norte do País, divididos entre o Porto e um cruzeiro no rio Douro. "Para nós vai ser penoso estar quatro dias longe deles", diz a jovem, enquanto o funcionário dos correios sublinha que, desde que foram pais, "nunca mais saíram à noite".

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