BE: Impostos para fortunas e tributação sobre mais-valias

O líder do Bloco de Esquerda (BE) disse hoje que o seu partido apresentará propostas de um imposto sobre as grandes fortunas e de "tributação sobre as mais-valias".

Francisco Louçã, que falava na festa-comício em Lourosa, Santa Maria da Feira, que assinalou a 'rentrée' política do seu partido, acrescentou que o BE levará as duas propostas a votos na Assembleia da República.

Afirmou que o Bloco "tinha razão" ao defender, há vários anos, a criação de um imposto sobre as grandes fortunas, considerando "animador, motivador e certamente moralizador" ouvir agora muitas outras vozes pronunciarem-se no mesmo sentido, referiu depois.

"Lembram-se que o PS, no Natal passado, impediu que a mil milhões de euros de dividendos da PT distribuídos a quem não pagou um cêntimo de imposto fosse aplicada uma taxa normalíssima", perguntou o líder bloquista.

O dirigente realçou que "o BE persiste" nesta ideia e pretende, inclusive, tributar as mais-valias a todos os detentores de capital, incluindo, naturalmente, as grandes sociedades gestoras de participações, os fundos imobiliários e outros que actualmente pagam zero por cento por qualquer mais-valia de qualquer valor".

"Nas dificuldades, mais importante é a justiça, a transparência, a equidade", disse.

Para Louçã, "todas as fontes de fortuna, todos os instrumentos de produção, toda a capacidade de riqueza, todo o património acima de milhões de euros que nada pagam, todo ele tem que pagar".

Louçã criticou Américo Amorim, "o homem mais rico de Portugal", por ter dito que recusava pagar um tal imposto, anunciando-se a si próprio como um mero trabalhador, com aquela displicência com que pode falar do trabalho dos outros que o enriqueceram ao longo da vida".

"Mas era bom que aceitasse pagar um mínimo de imposto que se exige a todos, porque não se pode viver toda a vida do privilégio e exigir aos outros que paguem a economia e as dificuldades", argumentou.

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