BE defende imposto sobre as grandes fortunas

O Bloco de Esquerda considera que o debate internacional favoreça uma "maior unanimidade na sociedade" portuguesa, apesar de Américo Amorim, ter-se considerado apenas um assalariado.

"O imposto particular sobre as grandes fortunas é uma proposta antiga do Bloco de Esquerda, que já fizemos e que a realidade demonstra a sua necessidade e a sua justiça. Por isso vamos, a curto prazo, nas próximas semanas, relançar essa proposta, esperando que ela agora faça um caminho de maior abrangência e maior unanimidade na sociedade", afirmou Pedro Filipe Soares no Parlamento.

O deputado bloquista assinalou o "grande debate internacional sobre quem é que deve ser chamado a pagar a crise".

"Numa situação difícil como esta em que as políticas de austeridade estão a ser levadas a um conjunto enorme da sociedade, nós vemos que os mais ricos dos Estados Unidos, de França e de Espanha dizem que também querem participar no pagamento desta factura", referiu.

Por outro lado, apontou, "em Portugal, o mais rico dos ricos dos portugueses, que está entre os 200 mais ricos do mundo, Américo Amorim, diz que não é rico, que é um mero assalariado".

O empresário português que tem a maior fortuna do país, de acordo com a lista anual da revista Exame, disse ao Jornal de Negócios que não se considera rico, quando questionado se aceitaria um imposto sobre os maiores patrimónios.

"Não me considero rico. Sou trabalhador", afirmou.

Para o BE, as declarações de Américo Amorim são "insultuosas para com o povo português".

"Curiosamente, ele não foi sequer chamado, por opção deste Governo, a pagar para o imposto extraordinário que vai lesar metade do subsídio de Natal de todos os portugueses", argumentou o deputado do BE.

As contribuições dos mais ricos estão a ser discutidas internacionalmente, depois de o empresário norte-americano Warren Buffet ter pedido aos políticos para deixarem de "mimar" os milionários com isenções fiscais, e de os franceses mais ricos defenderem um imposto especial, enquanto o Governo espanhol poderá aprovar, na sexta-feira, o aumento de impostos sobre as grandes fortunas.

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