Bastonário dos Farmacêuticos critica "cortes cegos" e defende políticas a médio/longo prazo

O bastonário da Ordem dos Farmacêuticos, Maurício Barbosa, considerou esta sexta-feira que o Governo fez "cortes cegos" quanto aos preços dos medicamentos, defendendo a criação de políticas a médio/longo prazo para a saúde.

"Temos que ter uma política e não medidas avulsas", disse, acrescentando que a mais recente alteração de preços dos medicamentos foi "mais uma medida avulsa". No seu entender, tendo em consideração a actual crise e a necessidade de garantir a sustentabilidade do Serviço Nacional de Saúde, torna-se necessário que "haja uma política de saúde coerente, adequada aos cidadãos e à situação económica". O bastonário defendeu um "pacto de saúde de duas legislaturas", para que seja possível ter em Portugal uma política coerente para a saúde.

Maurício Barbosa referiu ainda que os "governantes deveriam apoiar-se muito mais nas ordens profissionais", assumindo que estas são "um prolongamento do Estado". "Nem sempre o Estado reconhece este papel à ordem que ele próprio lhe atribui por lei", disse, acrescentando que "a definição de políticas nacionais na saúde deviam contar com o apoio das ordens". "Eu próprio tenho dito isto à ministra da saúde", concluiu.

O bastonário dos farmacêuticos falava aos jornalistas a propósito do seminário "O papel das ordens profissionais na gestão das unidades de saúde", a decorrer hoje no Porto. Neste evento, organizado em parceria pela EGE - Atlantic Business School e pelo Instituto de Bioética da Universidade Católica do Porto, participaram também os bastonários das ordens dos Médicos, Médicos Dentistas e Enfermeiros.

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