Bastonária dos Enfermeiros teme "cortes cegos"

A bastonária da Ordem dos Enfermeiros, Maria Augusta Sousa, afirmou esta sexta-feira temer "cortes cegos" na área da saúde devido à crise e atual situação financeira do País.

"Temo que possam haver cortes cegos, e o pior que pode acontecer são cortes cegos, [porque] estamos a lidar com a vida das pessoas, não são cadeias de produção, nem de sapatos nem de outro produto", salientou Maria Augusta Sousa, no âmbito do seminário "O papel das ordens profissionais na gestão das unidades de saúde", que decorre hoje no Porto. Segundo a bastonária, o risco maior desta fase é ocorrerem cortes cegos e, nesse quadro, as ordens deveriam ser chamadas a dar o seu contributo.

Considerando que as ordens profissionais não têm de intervir directamente na gestão das unidades de saúde, Maria Augusta Sousa salientou, contudo, que deviam ser chamadas no âmbito da discussão de estratégias. "Não há gestão que resista se não houver participação das ordens", disse, "quem decide os custos é quem produz cuidados de saúde".

A responsável salientou que para garantir qualidade na prestação de cuidados de enfermagem "há recursos abaixo dos quais não se pode ir". Maria Augusta Sousa participou neste seminário, organizado em parceria pela EGE - Atlantic Business School e pelo Instituto de Bioética da Universidade Católica do Porto, juntamente com os bastonários das outras ordens profissionais da área da saúde.

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