Base de dados Pordata, que hoje faz cinco anos, já teve mais de 25 milhões de visualizações

Coordenadora Maria João Valente Rosa sublinha que a base de dados tem aproximado as estatísticas dos cidadãos.

A base de dados Pordata, criada há cinco anos, já teve mais de 25 milhões de visualizações, dentro e fora de Portugal, sendo consultada por estudantes, professores, investigadores, políticos e empresários, que procuram informação sobre emprego, população e contas.

O retrato foi feito à Lusa pela coordenadora da base de dados online, Maria João Valente Rosa, no dia em que a Pordata, uma iniciativa da Fundação Francisco Manuel dos Santos, promete divulgar, numa conferência de imprensa, em Lisboa, novos projetos, por ocasião do seu quinto aniversário.

Em cinco anos, a Pordata conseguiu reunir uma série de dados estatísticos, de mais de meia centena de organismos oficiais, sobre Portugal, a Europa e os municípios.

Maria João Valente Rosa disse que, apesar do leque de informação procurada ser diverso, os temas visualizados são, em particular, a população, o emprego e mercado de trabalho, a educação e as contas nacionais.

Estudantes, professores, investigadores, políticos, empresários, mas também jornalistas, fazem parte da lista de pessoas que acedem à Pordata.

Os acessos fazem-se a partir de Portugal, mas também de outros países, como Reino Unido, Brasil, França, Espanha e Estados Unidos.

"A Pordata cresceu muito em cinco anos", sustentou Maria João Valente Rosa, reforçando que a base de dados "responde à necessidade de informação credível" e torna "as estatísticas mais próximas dos cidadãos", ao disponibilizá-las de forma "simples, rápida e gratuita".

Novos temas e indicadores, como os de turismo na base de dados dos municípios, serão introduzidos, promete a coordenadora da Pordata, sem revelar prazos.

A Pordata foi distinguida, em 2011, com o prémio World Summit Award, atribuído pelas Nações Unidas às aplicações mais inovadoras na promoção da sociedade do conhecimento

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