Bárbara Vara constituída arguida na Operação Marquês

Filha de Armando Vara terá sido ouvida a 9 de outubro. Ligação a offshore que terá recebido um milhão de euros levou à sua constituição como arguida

Bárbara Vara é a décima arguida na Operação Marquês, processo que envolve José Sócrates por suspeitas de corrupção passiva, fraude fiscal e branqueamento de capitais. A filha de Armando Vara junta-se assim ao pai, Armando Vara, no rol de arguidos do caso. O interrogatório terá decorrido a 9 de outubro no Departamento Central de Investigação e Acção.

Segundo informações recolhidas pelo DN, a constituição como arguida de Bárbara Vara estará relacionada com a co-propriedade com o seu pai da offshore Vama Holdings. Esta sociedade terá recebido um milhão de euros de uma outra empresa offshore titulada por Joaquim Barroca, administrador do Grupo Lena e também arguido no processo. Porém, em vários despachos, o Ministério Público já deixou claro entender que Bárbara Vara poderia não estar a par de todos os negócios do pai, nem saber o motivo de tal transferência, que o Ministério Público atribui ao financiamento feito pela Caixa Geral de Depósitos ao empreendimento de Vale do Lobo, no Algarve. Em resumo: a verba para Vara seria uma comissão paga pelos promotores de Vale do Lobo através do gestor do grupo Lena.

Além de Sócrates, Armando e Bárbara Vara, e Joaquim Barroca, são ainda arguidos no processo Carlos Santos Silva, Gonçalo Trindade, João Perna, Paulo Lalanda de Castro, Diogo Gaspar Ferreira e Inês do Rosário, mulher de Santos Silva.

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