Bárbara queria marchar mas vai desfilar como noiva

"Não, tu vais à frente das marchas", contrapôs o noivo, dando voz a um sonho de criança. Noivos namoram há um ano

Quando, a 7 de fevereiro, Bárbara Neves confessou ao namorado, em plena Avenida da Liberdade, que estava a pensar participar nas Marchas Populares deste ano, António Silva decidiu trocar-lhe os planos... com um pedido de casamento. "Não, tu vais à frente das marchas", contrapôs António Silva. A jovem ficou "um bocado calada", mas acabou por dizer que sim.

A decisão surgiu menos de um ano depois de terem começado a namorar, na noite de 30 de maio de 2012. O encontro foi no mesmo dia em que o antigo marchante meteu conversa com a estudante na Associação Cais, onde frequentavam a mesma aula sobre Excel.

"Foi uma brincadeira: disseram-me que ela se chamava Débora", recorda o lisboeta de 29 anos, que revela ter sido atraído pela postura sossegada de Bárbara. "Fiquei do tipo: "o que é que este está aqui a fazer?"", acrescenta a noiva, oito anos mais nova. "Muita gente pensava que não ia dar certo", sintetiza António, com a confiança de quem sabe que excedeu as expectativas de todos para concretizar um sonho de criança.

"Eu já queria casar-me por Santo António. Costumava ver com a minha mãe", confidencia, sem um vestígio de arrependimento na voz por ter decidido unir-se com a companheira no próximo dia 12, na Sé. "Vai ser um dia de emoção, o culminar de todo este processo, até lá nada é certo", antevê.

A data vai contar com uma bênção especial além da do santo casamenteiro. Afinal, no lugar de madrinhas vão estar duas pessoas da Associação Cais que incentivaram a relação desde o início. Depois, o objetivo é mesmo, desabafa Bárbara, "aumentar a família", até porque já partilham casa.

"Um mês depois de começarmos a namorar, juntámo-nos", diz. "Ele cozinha: é a mulher da casa. Eu sou a cabeça." O noivo concorda.

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