Bandas animam Estrela, Alcântara e Rossio

Desmistificar a ideia de que estes grupos "estão muito formatados só para desfiles e arruadas" é um dos objetivos do festival que decorre este sábado na capital e que vai já na 7.ª edição.

São seis os conjuntos que, ao final da tarde, vão atuar ao ar livre em Lisboa, sempre às 18.00 e às 19.00. No coreto do Jardim da Estrela exibe-se, primeiro, a Sociedade Filarmónica Quiaense (Figueira da Foz) e, mais tarde, a Banda Filarmónica da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários do Vimioso (Bragança).

Às mesmas horas, o Jardim de São Pedro de Alcântara começa por ser animado pela Sociedade Filarmónica União Artística Piedense (Almada), cabendo as honras de encerramento à Banda Musical de Tavira.

O formato repete-se no Rossio, mas com uma novidade: às atuações, por esta ordem, da Sociedade Filarmónica União e Capricho Olivalense (Lisboa) e da Sociedade União Musical Alenquerense (Alenquer), segue-se, às 21.30, o concerto de encerramento a cargo da Banda de Jovens Músicos, composta por 60 promessas "entre os 15 e os 25 anos" selecionadas de entre os conjuntos participantes e que, ao longo da última semana, frequentaram um "workshop" em Oeiras.

O espetáculo, revela Armada Parreira, da direção de programação da Empresa de Gestão de Equipamentos e Animação Cultural (EGEAC), vai terminar com um momento tradicionalmente "de grande festa" - a interpretação, por todas as bandas participantes no Com'paço, do hino do festival.

A peça foi criada em 2008, ano em que se realizou a 1.ª edição do evento que visa incentivar este tipo de conjuntos. Na altura, recorda ao DN a responsável, a iniciativa decorreu exclusivamente no Terreiro do Paço e foram apenas quatro os grupos a exibir-se, todos eles convidados pela organização. Desde então que, acrescenta, são várias as coletividades que expressam o desejo de se apresentar em Lisboa. "Algumas são selecionadas", garante.

Certo é que o festival tem tido uma aceitação "muito boa" por parte dos lisboetas, avalia Armanda Parreira, salientando que a própria transferência dos concertos para os jardins da capital permitiu aproximá-los do público... e fragilizar estereótipos.

"Há sempre uma ideia de que estes grupos estão muito formatados só para desfiles e arruadas e não é assim", defende. "Evoluíram. Os tempos são outros", remata. Os concertos que, pelo 7.º ano consecutivo, se realizam este sábado na capital comprovam as suas palavras.

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