Banca deve 1650 milhões ao Estado

CGD ainda tem para devolver 900 milhões ao erário público. O Millennium BCP quer pagar 750 milhões em 2016

A Caixa Geral de Depósitos e o Millennium BCP têm ainda de reembolsar o Estado no total de 1650 milhões de euros em obrigações contingentes (designadas CoCos).

Da linha de 12 mil milhões de euros destinada pela troika para o setor bancário foram usados 5,4 mil milhões de euros.

O banco estatal recebeu fundos públicos no total de 1650 milhões de euros, dos quais 900 milhões foram em CoCos. Este montante terá de ser devolvido até ao final do primeiro semestre de 2017. Caso não o seja, os títulos são convertidos em capital.

Recentemente, José de Matos, presidente da CGD, afirmou que a devolução dos 900 milhões de euros que o Estado injetou na instituição será analisada no plano de negócios até 2017, acrescentando que outros bancos fizeram reembolsos graças aos aumentos de capital dos acionistas.

Já o BCP pediu ao Estado 3000 milhões de euros, dos quais 750 milhões ainda estão por reembolsar. Nuno Amado quer pagar o que falta da ajuda do Estado em 2016.

Por sua vez, o Banif, que recebeu um apoio de 1100 milhões, dos quais 700 milhões aplicados em ações e 400 milhões em CoCos, reembolsou apenas 275 milhões de instrumentos de capital contingente. A instituição deixou por saldar uma dívida de 125 milhões de euros, em incumprimento desde dezembro de 2014.

Neste momento, o BPI já não tem um único cêntimo das autoridades internacionais. O banco de Fernando Ulrich tinha pedido 1500 milhões de euros e foi a primeira instituição a devolver a totalidade do apoio ao Estado. A anterior ministra das Finanças, Maria Luís Albuquerque, chegou a afirmar que estas operações de ajuda à banca foram "um bom investimento para o erário público".

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