Avaliações dos alunos de 500 turmas terão sido adiadas

A Federação Nacional da Educação (FNE) considerou "extremamente positivo" o primeiro dia de greve, na sexta-feira, apontando para uma adesão de 99% dos professores, que poderá ter afetado a avaliação dos alunos de cerca de 500 turmas.

Veja o gráfico em página inteira

Em declarações à agência Lusa, o secretário-geral da FNE, João Dias da Silva, estimou que "entre 98% e 99% dos conselhos de turma que estavam marcados não se realizaram".

O sindicalista sublinhou não ter números concretos, mas disse acreditar que poderão ter sido adiadas as avaliações dos alunos de 400 a 500 turmas.

"Hoje [sexta-feira], já havia um número muito significativo de conselhos de turma marcados em todo o país e as notícias que nos chegam é que eles não se concretizaram", afirmou.

Dias da Silva explicou à Lusa que para se poderem realizar as reuniões de atribuição de notas aos estudantes é preciso estarem presentes todos os professores.

No entanto, as escolas organizaram-se para garantir o sucesso da greve: "Faltou um professor que impediu a realização do conselho de turma, dentro daquilo que foi a lógica estabelecida quando se pensou na organização desta greve".

"É um balanço extremamente positivo", concluiu Dias da Silva, explicando que as direções das escolas têm agora 48 horas para marcar nova reunião para que se possam realizar os conselhos de turma que hoje foram inviabilizados pela greve. Caso volte a faltar algum professor, a reunião terá de ser remarcada.

A greve dos professores às avaliações começou ontem e vai prolongar-se até ao final da próxima semana. Depois, os docentes planeiam aderir à greve geral agendada para dia 17, que coincide com o primeiro dia de exames nacionais.

Entretanto, ontem, oito sindicatos entregaram no Ministério da Educação um novo pré-aviso de greve aos serviços de avaliação para o período entre 18 e 21 de junho.

Os sindicatos que subscrevem o pré-aviso de greve são os mesmos que avançaram com a greve.

As principais razões da luta prendem-se com a aplicação da mobilidade especial aos professores e o alargamento do horário de trabalho de 35 para 40 horas semanais, medidas que foram aprovadas na quinta-feira à noite, em Conselho de Ministros.

A agência Lusa contactou o Ministério da Educação e Ciência (MEC) que disse que não iria comentar os níveis de adesão à greve.

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG