Autarcas denunciam falta de reflorestação após incêndios

Autarquias lamentam a pouca reflorestação depois do fogo que devastou mais de 24 mil hectares. As casas foram recuperadas mas em Tavira e São Brás de Alportel subsistem vestígios.

"Nessa área [da reflorestação] podemos dizer que pouco foi feito" afirmou o presidente da câmara de São Brás de Alportel, Vítor Guerreiro. Adiantou ainda que recentemente foi aprovada uma candidatura a ajuda financeira para a reparação de caminhos, linhas de água e bermas mas que "para a reflorestação e abate de árvores ardidas" ainda não foi conseguido. O presidente da autarquia revelou que as maiores dificuldades foram burocráticas e que "as pessoas acabaram, muitas delas, por desistir".

Na cidade de Tavira, foram plantadas 2100 árvores, contou Ana Palmeira, coordenadora da equipa CDLS Rosmaninho, grupo de apoio criado através de um Contrato Local de Desenvolvimento Social (CLDS) que recuperou cinco habitações.

Dois anos depois do incêndio, o Cineteatro São Brás recebeu algumas das pessoas que foram apoiadas pelos projetos, criados na altura, que ajudaram na recuperação das habitações, na resposta às necessidades de pessoas afetadas e apoio psicológico. Devido à eficiência das equipas de apoio muitos foram os pedidos para que os projetos continuem. "Vai ser difícil, mas vamos continuar", garantiu Vítor Guerreiro, observando que a limitação legal de contratação de funcionários pelas autarquias impede que esta contrate técnicos para darem continuidade às atividades.

Em outubro de 2012, três meses após o incêndio, o Governo oficializou uma ajuda financeira no valor de 1,5 milhões de euros para os municípios algarvios de Tavira e São Brás de Alportel.

Os incêndios que atingiram a Serra do Caldeirão, de 18 a 21 de julho, queimaram uma área aproximada de 24 mil hectares, sobretudo espaços florestais, de acordo com a Autoridade Nacional da Proteção Civil.

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