Atraso a ensaio acabou em relação duradoura

Cláudia chegou "15 ou 20 minutos" atrasada ao ensaio da banda em que André participava pela primeira vez. Foi há sete anos

"Eu digo: a Cláudia chegou atrasada ao ensaio." É de forma decidida que André Almeida põe fim à hesitação da sua noiva em recordar o momento em que se conheceram. O dia foi o primeiro do músico de 29 anos no grupo em que jovem era vocalista e não fazia prever que um dia iriam ter uma vida em comum. "Ela é da banda e chega atrasada 15 ou 20 minutos...", justifica o então membro substituto, o olhar atento ao sorriso envergonhado da companheira.

O episódio é contado em pleno Jardim das Amoreiras com a descontração e a cumplicidade de quem revê o encontro sete anos depois e sabe que a entrada com o pé esquerdo depressa se transformou numa relação duradoura. "Mudou quando começámos a perceber que tínhamos pontos em comum", recorda Cláudia Ferreira, também com 29 anos. O namoro começou dois meses depois quando ambos ainda estudavam.

Alfacinha de gema - "nasci em Alcântara, vivi na Madragoa e agora moro em Santa Isabel" - a oficial de justiça não consegue esconder o orgulho por ter a oportunidade de participar numa tradição tipicamente lisboeta. "Gosto do bairrismo", acrescenta, ainda sem saber o que irá sentir no próximo dia 12. A cerimónia vai realizar-se na Sé.

"Espero tudo e nada", desabafa, depois de confessar que, dada a atual conjuntura económica, o casamento só é possível por ser promovido pela Câmara Municipal de Lisboa. "Vai ser um dia muito intenso", complementa o licenciado em Urbanismo que tem a música como paixão principal.

Não é, por isso, de estranhar que esteja a trabalhar com Cláudia num projeto musical, um dos planos que querem verem concretizados com sucesso no futuro. O outro é constituir família... quando a conjuntura económica o permitir. Por agora, vão passar a partilhar casa.

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