Associação de Praças exige demissão do primeiro-ministro

A Associação de Praças (AP) pediu hoje a demissão do primeiro-ministro, acusando o Governo PSD/CDS-PP de "destroçar o país" e de "utilizar o povo português como cobaia de experiências sociais" com as novas medidas de austeridade.

"É por demais evidente o falhanço das políticas impostas por este Governo, que se baseou na desvalorização do trabalho e dos direitos sociais, impondo mais e mais austeridade, mais desemprego, mais precariedade", afirma a AP em comunicado enviado aos órgãos de comunicação social.

Numa referência às novas medidas de austeridade anunciadas, a AP diz não querer "ficar ligada a mais este vil ataque que está a ser perpetrado" e salienta que "não faz parte da condição militar iludir as situações" e "utilizar o povo português como cobaia de experiências sociais".

"Senhor primeiro-ministro, a bem de Portugal e dos portugueses, faça-lhes um favor, demita-se e já agora emigre", exorta a AP.

Nesta nota, a associação acusa o Governo PSD/CDS-PP de ter transformado "os pobres deste país em miseráveis e a classe média em novos pobres" e de dar origem a "um país destroçado, sem rumo e a caminhar para o abismo".

"Não podemos permitir que, ao sabor de qualquer "troika", sejam retirados direitos legalmente consagrados na Constituição da República Portuguesa que jurámos defender e não podemos nem devemos permitir que uma nação como a nossa com mais de 900 anos definhe porque uns quantos senhores decidiram fazer de Portugal uma colónia dos interesses da alta finança europeia e mundial", advoga a AP.

As praças das Forças Armadas lembram que todos os militares são obrigados a "um juramento de defender a Pátria e guardar e fazer guardar a Constituição e as Leis da República" e repudiam "veementemente as políticas que estão a ser seguidas pois contradizem" tudo o que juraram "defender".

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