Assis: "Não serei um eterno candidato à liderança"

Francisco Assis afirmou não "lamentar" a existência de listas separadas para os órgãos nacionais do PS pois a "base" do partido constrói-se na "discussão" e na "capacidade de superar divergências", garantindo que não será um "eterno candidato" à liderança.

O ex-candidato a secretário-geral socialista, que falava à chegada do último dia do XVIII Congresso Nacional do PS em Braga, assegurou ainda que está "ao serviço do partido". Assis considerou que "não há problema nenhum na existência de duas listas [aos órgãos nacionais do PS]" porque, explicou, "a unidade do partido não se constrói em artificialismos". Para Assis, a unidade do PS constrói-se "na base da discussão, na afirmação das divergências e depois na capacidade de as superar".

O também ex-líder parlamentar de PS voltou a manifestar "disponibilidade" para dar o seu "contributo" e garantiu que estará "sempre ao serviço do partido socialista". "É esse compromisso que assumi e parece-me que o PS ficou agradado", afirmou, referindo-se à ovação que obteve sábado quando discursava na sala de trabalhos. Francisco Assis assegurou ainda que "não será um eterno candidato à liderança" e que "não andará por aí". Segundo Assis, o PS definiu neste congresso "as grandes linhas para o futuro" mas o "essencial está ainda por fazer", avisando que é necessário "ter no parlamento a capacidade para discutir as iniciativas do Governo e construir uma alternativa".

O deputado considerou ainda que o PS "esteve sempre à esquerda, uma esquerda democrática" e que é "um partido responsável". Por isso, concluiu das palavras do líder António José Seguro, "não caminhará pelo caminho do populismo demagógico". António Costa, que chegou ao Congresso ao mesmo tempo que Francisco Assis, que apoiou nas diretas, quando confrontado com o incidente registado sábado - quando se cruzou com o secretário-geral nos estúdios da TVI - apelidou o episódio de um "fait-divers".

"Não vale estarem a procurar esgravatar problemas onde não os há", disse apenas. As votações para os órgãos nacionais do PS deveriam terminar às 12:00 mas a grande afluência que ainda se regista, com longas filas de delegados para votar, poderão atrasar a sessão de encerramento do Congresso, marcada para as 12:30.

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