Assis considera "urgente" escolha de líder parlamentar interino

Francisco Assis, candidato à liderança do PS, confirmou hoje que o Secretariado Nacional vai rejeitar o recurso ao Tribunal Constitucional do apuramento dos votos na mesa do Rio de Janeiro e considerou urgente a escolha de um líder parlamentar interino.

Estas declarações foram feitas à entrada para a reunião do Secretariado Nacional do PS, que deverá decidir pela rejeição do recurso ao Tribunal Constitucional de parte dos votos apurados no círculo eleitoral Fora da Europa e escolher o líder interino da bancada socialista.

"Quarta-feira, na sequência da audiência com o Presidente da República, exprimi uma posição [rejeitando o recurso para o Tribunal Constitucional dos resultados eleitorais] na convicção de que estava a tomar essa mesma posição em nome do PS - e agora verifico que assim o foi. Fico satisfeito, porque essa é posição mais correcta", sustentou Assis, numa alusão ao facto de a sua posição ter sido contrariada pelo dirigente socialista José Lello e pelo deputado do PS Paulo Pisco, ambos ligados às questões da emigração.

De acordo com o líder parlamentar cessante do PS, em relação ao que aconteceu no apuramento dos votos referentes à mesa do Rio de Janeiro, o seu partido "denunciou - e bem - a situação".

"Contudo, parece-me que neste momento se justifica fazer a opção pelo não recurso ao Tribunal Constitucional", sustentou.

Segundo Francisco Assis, a reunião de hoje do Secretariado Nacional do PS "também se destina a decidir sobre a questão urgente do líder parlamentar interino para dirigir a bancada até à eleição do novo líder do partido".

Interrogado sobre o facto de António José Seguro, também candidato à liderança do PS, ter recusado participar nesta reunião do Secretariado Nacional a título excepcional, Assis disse desconhecer os fundamentos da opção do seu rival na corrida ao cargo de secretário-geral dos socialistas.

"Respeito essa posição. Falei quarta-feira com o presidente do partido, Almeida Santos, e quero que esta questão se decida rapidamente para que não haja qualquer confusão entre as minhas funções de líder parlamentar, que agora cessam, e a minha candidatura à liderança. Já na quarta-feira houve aí uma pequena confusão e não quero que se volte a repetir", disse, numa alusão às críticas de que foi alvo por parte do deputado socialista Miguel Laranjeiro, membro do núcleo duro da candidatura de António José Seguro.

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG