"As principais lembranças que tenho são de multidões por todo o lado"

Rudolfo van Breda e Rocha, 38 anos, Coimbra, Chefe de controlo numa unidade hoteleira

Expo 1998 - Surgiu o pingo de água ao Gil, local de romaria obrigatória.

As principais lembranças que tenho são de multidões por todo o lado. Estava com os meus primos da Holanda e começámos a entrar nos pavilhões com menos filas para podermos ter mais carimbos nos passaportes. Lembro a animação de Rua, o espetáculo sobre a água à noite, a primeira vez que entrei no enorme oceanário.

Para afastar o calor, os vulcões de água e as cervejas que saíam das máquinas da Superbock a gritar 'iuuupi'.

Comer, só para enganar a fome, pois era tudo muito caro.

Dormir, só conseguimos na margem sul do Tejo, passando também pela primeira vez pela ponte Vasco da Gama.

A 22 de maio de 1998 abriu portas em Lisboa a Expo'98, com o tema "Os oceanos: um património para o futuro". Até ao dia 30 de setembro, Portugal mostrou ao mundo o resultado da requalificação de uma zona da capital que estava degradada: foi ali, onde hoje é o Parque das Nações, que nasceu uma das melhores exposições mundiais realizadas até à altura. O recinto recebeu mais de dez milhões de visitas e diariamente havia uma novidade para descobrir, fosse nos pavilhões dos países representados, fosse nos locais onde decorriam espetáculos, concertos ou desfiles. Além dos pavilhões temáticos, alguns com filas onde as pessoas esperavam longos minutos para entrar.

São essas experiências que o DN vai recordar diariamente, com testemunhos de quem ali esteve de visita ou fazendo parte dos espetáculos.

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