As polémicas de D. José Policarpo

Em janeiro de 2009, D. José Policarpo gerou polémica ao alertar as mulheres para o casamento com muçulmanos. "Cautela com os amores. Pensem duas vezes antes de casar com um muçulmano. Pensem muito seriamente. É meter-se num monte de sarilhos que nem Alá sabe onde é que acabam", afirmou num debate na Figueira da Foz. Declarações que geraram várias reações de líderes religiosos.

Em abril de 2009, o cardeal patriarca de Lisboa afirmou que o preservativo é falível, opinião que lhe foi transmitida por "responsáveis portugueses" - comungando assim da opinião de Bento XVI de que não deve ser a "única maneira de combate à sida".

Em maio de 2010, o cardeal patriarca de Lisboa criticou o presidente da República Cavaco Silva por ter promulgado a legalização do casamento entre pessoas do mesmo sexo. "Esperava que o Presidente usasse o veto político", disse. "Já não lhe exigíamos que fosse tão longe como o Rei da Bélgica, que abdicou por um dia para não assinar uma lei que não queria assinar", acrescentou. Já em janeiro do ano passado, numa conferência que encerrou as Jornadas Pastorais da Conferência Episcopal Portuguesa, referiu que o casamento gay e a legalização do aborto eram o "mais chocante" exemplo da recente evolução cultural em Portugal. "Estabelece-se a igualdade de género, sendo a opção homossexual tão verdadeira como a heterossexual, permite-se o casamento entre pessoas do mesmo sexo e está-se à beira de permitir adoção de crianças por esses pares de pessoas do mesmo sexo", prosseguiu.

Em 2011, o cardeal patriarca de Lisboa foi chamado ao Vaticano para explicar umas outras declarações, estas acerca da ordenação de mulheres. "Penso que não há nenhum obstáculo fundamental. É uma igualdade fundamental de todos os membros da Igreja", afirmou numa entrevista à revista da Ordem dos Advogados. Depois, num esclarecimento, veio dizer que não tivera em conta as mais recentes declarações dos papas sobre o tema.

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