As nossas gentes em Havana: Histórias de portugueses em Cuba

O que têm em comum um militar revolucionário, um embaixador, uma mulher apaixonada entre duas ditaduras e um músico? Nada, a não ser o amor por uma ilha das Caraíbas

O dia 26 de julho de 1975 marcou o ponto mais alto das relações entre Portugal e Cuba. As celebrações do 22.º aniversário do assalto ao quartel de Moncada, data do início da revolução cubana, tiveram como convidado de honra o general (graduado) Otelo Saraiva de Carvalho, representante do Conselho da Revolução e homem forte do PREC, o "processo revolucionário em curso" em Portugal.

Perante 600 mil pessoas reunidas em Santa Clara, o homem forte do MFA falou - uma honra raramente concedida a estrangeiros - durante 20 minutos, antes do líder máximo, Fidel Castro, que nesse dia fez um dos discursos mais curtos da sua carreira política: apenas uma hora e vinte. Meses depois, a 30 de setembro de 1975, Otelo, ainda deslumbrado pela sua experiência cubana, resumiu assim a visita em declarações ao extinto Diário Popular: "Tenho falta de estrutura política, se tivesse essa cultura, que não tenho, poderia ter sido um Fidel Castro da Europa."

Leia mais na edição impressa ou no e-paper do DN

Mais Notícias

Outros conteúdos GMG