Arquiteto bracarense apaixonado pelos astros

De estudante de Arquitetura a professor foi um pequeno passo. Mas o gosto pela astronomia acabou por lhe ocupar muito do tempo.

João Paulo Vieira começou a dar aulas ainda era um jovem estudante universitário. Por necessidade pessoal candidatou-se a um dos muitos anúncios que então inundavam os jornais a pedir professores em algumas áreas de ensino.

Com o passar dos anos a opção entre o ensino e o curso de Arquitetura acabou por surgir e, naturalmente, o ensino ganhou. "Quando fui para a universidade hesitei entre a área das Ciências e Arquitetura. Escolhi a segunda mas continuei sempre interessado em ciências e especialmente em astronomia", recorda João Paulo Vieira.

Ao longo de 22 anos de profissão, o docente já coleciona várias disciplinas lecionadas. "Acho que já dei umas 20 disciplinas. Sou professor da área das Artes e ensino Geometria Descritiva, mas também Desenho, Design, Edição Eletrónica no curso profissional, CAD, Educação Visual... e depois há o Clube de Astronomia."

O Clube é, provavelmente, o seu maior projeto na escola, envolvendo alunos e professores das diversas áreas. Mas que acaba por se expandir para fora da escola, já que João Paulo Vieira é ainda presidente da Sociedade Científica de Astronomia do Minho e diretor do Observatório Astronómico de Gualtar, em Braga.

Aos 41 anos, casado, pai de dois filhos, João Paulo Vieira admite que trabalha 60 a 70 horas por semana, mas, bem feitas as contas, nem lhe chama propriamente trabalho. "Dá tanto gozo, sobretudo ver o prazer dos alunos, que é quase como se fosse um hobby", assevera.

A tudo isto junta ainda as atividades fora da escola, o gosto pela prática do futebol e o esqui. Além do gosto pela astrofotografia do céu profundo e pela fotometria de exoplanetas. Um professor que muitos apontam como uma referência, mas que o próprio diz ser "mais um na comunidade escolar".

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