"Armando Vara foi condenado por preconceito social"

Advogado do ex-banqueiro critica fortemente a decisão do Tribunal de Aveiro, dizendo não haver provas "diretas e indiretas" contra o seu cliente.

Por que é que as escutas com José Sócrates se tornaram importantes para a defesa de Armando Vara apenas no julgamento?

Em primeiro lugar, este esclarecimento foi autorizado pela Ordem dos Advogados. Quanto às escutas, e ao contrário do que o DN escreveu, Armando Vara não se agarra a elas. A sua defesa não é baseada em questões processuais, mas sim na demonstração de que os factos não estão bem julgados e de que não há prova nenhuma que Armando Vara cometeu os crimes pelos quais foi condenado.

Mas, se for considerado que o arguido não teve acesso a escutas que até o poderiam ilibar de algumas acusações, o resto das interceções acabará por cair.

Desse ponto de vista, se qualquer das nulidades que foram invocadas no recurso for considerada, o processo cai todo. E muito mais cairá se for julgada procedente a nulidade que nós alegamos de que os atos praticados pelo juiz de instrução no inquérito são nulos. Esta é muito mais contundente para o processo do que as escutas com o ex-primeiro ministro. As escutas com José Sócrates não foram levantadas por nós até à altura do julgamento. Nós colocamos em causa essa questão, depois de terem sido trazidas já durante o julgamento duas escutas que nunca foram consideradas como relevantes.

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