António Preto justifica aumento de militantes e nega pagamentos

António Preto negou as informações prestadas pelos militantes do PSD à revista Sábado, desafiando o jornalista que o entrevistou a provar que tenha feito “algum pagamento em notas”.

António Preto declarou que, “a ser verdadeira”, a duplicação de militantes “é muito fácil de explicar” porque “quando os partidos chegam ao poder crescem”. “Não encontra nenhuma ficha de angariação de militantes assinada por mim”, afirmou.

“Os militantes são propostos nas secções, são as secções que os aprovam e a distrital não tem intervenção absolutamente nenhuma no processo de admissão”, declarou António Preto.

O ex-líder da distrital de Lisboa (cuja inclusão nas listas do PSD tem sido questionado pela oposição e por alguns militantes do PSD, por ser arguido por fraude fiscal num processo) declarou ainda, na gravação telefónica divulgada pela Sábado, que “nunca pagou quotas”.

Preto sugeriu ao jornalista que perguntasse a Carlos Carreira (actual presidente da distrital de Lisboa do PSD), a Paula Teixeira da Cruz (ex-presidente da mesma distrital) ou à distrital do Porto como angariam militantes e voltou a desafiar o jornalista a provar que “os procedimentos adoptados em Lisboa” para angariação de militantes sejam “diferentes das outras secções”.

Carlos Carreira e Paula Teixeira da Cruz foram dois dos militantes do PSD que criticaram as escolhas de Manuela Ferreira Leite para as listas de deputados às eleições legislativas de 27 de Setembro.

Para António Preto, candidato do PSD a deputado da Assembleia da República, os números são explicados porque “qualquer partido que chega ao poder tem um encanto completamente diferente”.

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