Costa quer um juiz na Justiça e tem equipa pronta para levar a Cavaco

José Mouraz Lopes, 53 anos, licenciado em Direito em Coimbra, juiz desde 1987, atualmente colocado no Tribunal de Contas, ex-diretor adjunto da PJ entre 2004 e 2006, com o pelouro da corrupção.

José Mouraz Lopes, 53 anos, licenciado em Direito em Coimbra, juiz desde 1987, atualmente colocado no Tribunal de Contas, ex-diretor adjunto da PJ entre 2004 e 2006 com o controlo da direção de combate à corrupção, ex-presidente da Associação Sindical dos Juízes Portugueses (2012-2015).

Nos circuitos judiciais este tem sido o nome referido como a escolha de António Costa para ministro da Justiça. Isto, claro, se o líder do PS for convidado a formar governo, o que não é ainda claro (ver texto principal nestas páginas). Confirmando-se, Mouraz Lopes sucederá a um outro juiz, o atual titular da pasta, Fernando Negrão.

António Costa já terá tudo a postos para levar um elenco governativo feito ao Palácio de Belém, se o Presidente o nomear.

A orgânica sofrerá alterações e o líder do PS quer criar, segundo já anunciou em entrevistas, quatro pastas ministeriais novas: Infraestruturas e Planeamento, Assuntos Europeus (têm sido falados dois nomes, ou de Margarida Marques ou o de Vitalino Canas, ambos deputados), da Modernização Administrativa (Maria Manuel Leitão Marques, a jurista, atualmente deputada, que com Sócrates a primeiro-ministro ergueu o programa Simplex) e o Mar (tem sido referida a possibilidade de o titular ser o deputado José Apolinário). O programa eleitoral do PS também referia a necessidade de criar um Ministério da Cultura - mas Passos Coelho antecipou-se no seu atual governo, criando-o.

Garantidos parecem ser os nomes de Mário Centeno (nas Finanças), de Manuel Caldeira Cabral (na Economia), de Adalberto Campos Fernandes (na Saúde) e de Helena Freitas (no Ambiente). Eduardo Cabrita, deputado, já foi referido como possibilidade na Administração Interna mas as últimas indicações referem-no como ministro da Presidência. Para a Administração Interna fala-se agora em Rocha Andrade (acompanhou em tempos Costa neste ministério como subsecretário de Estado). Pedro Nuno Santos deverá ficar nos Assuntos Parlamentares, pasta central na negociação permanente com as esquerdas. Já em torno do nome de Vieira da Silva tudo são incógnitas.

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