Cavaco não abdica dos seus poderes. Costa diz que responde perante Assembleia

António Costa já é primeiro-ministro e fala "em tempo novo". Cavaco mantém que tem dúvidas "quanto à solução governativa"

A tomada de posse do XXI Governo Constitucional foi marcada por dois discursos institucionais, mas na qual o Presidente da República e o novo primeiro-ministro se confrontaram nas palavras ao assumir cada um a sua visão dos tempos que aí vêm.

Cavaco Silva recordou que os acordos à esquerda não dissiparam "totalmente" as suas dúvidas quanto à "solução governativa alternativa" que o PS lhe apresentou, enquanto António Costa insistiu que "formou-se uma maioria estável que assegura, na perspetiva da legislatura, o suporte parlamentar duradouro a um Governo coerente".

Leia o discurso do Presidente da íntegra

O Chefe do Estado apontaria depois que não abdicará (o verbo é seu) "de nenhum dos poderes que a Constituição atribui ao Presidente da República", recordando "que desses poderes só o de dissolução parlamentar se encontra cerceado". E reivindicou para si "a legitimidade própria que advém de ter sido eleito por sufrágio universal e direto dos portugueses", para sublinhar que tudo fará "para que o país não se afaste da atual trajetória de crescimento económico e criação de emprego e preserve a credibilidade externa".

O primeiro-ministro recém-empossado tomou nota, mas sublinhou que é perante o Parlamento que o XXI Governo Constitucional responderá. "O Governo provém da Assembleia da República - e é perante a Assembleia que responde politicamente."

Leia o discurso de António Costa na íntegra

Mais : a discussão do Programa do Governo, defendeu António Costa, será feita "no órgão de soberania que detém a competência exclusiva para a sua apreciação - a Assembleia da República".

Leia o "filme" da tomada de posse:

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