Anticlericalismo revolucionário acentuou isolamento do País

A questão religiosa dominou os primeiros anos da República e o conflito com a Igreja contribuiu para o isolamento diplomático do novo regime, marcando a sua acção. As ordens religiosas foram expulsas, os jesuítas perseguidos. A lei de separação da Igreja e do Estado, aprovada pelo governo provisório a 20 de Abril de 1911, foi a base da luta ideológica: os padres não podiam ensinar ou sequer votar. A questão religiosa atingiu o ponto de ruptura em Julho de 1913, quando o governo português rompeu relações com o Vaticano. As relações diplomáticas seriam reatadas apenas em 1918, com Sidónio Pais.

A intolerância religiosa envenenou o clima da República e seria um dos motivos do seu colapso. Em 1911 e 1912, houve apoio popular e do clero às incursões monárquicas. Na realidade, a população rural continuou católica e opôs-se à intolerância republicana, conflito bem visível nos acontecimentos de Fátima, em 1917.

A perseguição dos padres começou no primeiro dia da revolução republicana, tendo este jornal relatado as prisões de padres e de freiras. O novo governo mandou encerrar os conventos e uma das suas primeiras medidas foi a abolição do ensino religioso. A 20 de Abril de 1911, os bens da Igreja foram nacionalizados e foi aprovada a separação entre Estado e Igreja. O Vaticano cortou relações.

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