Andreia não perdia Casamentos em que vai brilhar

Lisboeta assistia às cerimónias com a avó, durante as férias de verão. Paulo nasceu no Minho e conhece a noiva há 11 anos

Andreia Pereira, 28 anos, não esquece os tempos em que, ainda uma criança, ia passar as férias de verão a casa da avó. "Via sempre os Casamentos de Santo António com ela", recorda a lisboeta, que no próximo dia 12 se vai casar na Sé com um minhoto. Natural de Paredes de Coura, Paulo Lima rumou à capital por trabalho.

O casal conheceu-se há mais de uma década, na festa de aniversário de um primo do hoje cozinheiro. "Ela conhecia a namorada dele", conta o courense de 31 anos, que, depois dos festejos, acompanhou a jovem a casa. Só dois meses depois se voltaram a ver.

"O tal primo tinha ido para a tropa, e como ele se encontrava com ela, com a minha amiga...", continua a noiva, que acabou por dar o seu número. O namoro começou pouco depois, a 26 de dezembro de 2002, quando deram o segundo beijo. "O primeiro já tinha sido roubado", confidenciam. "Eu gostava dela e como não desisto facilmente", acrescenta Paulo, ciente de que, ao início, ela "não estava muito virada" para começar uma relação.

No ano passado, depois de seis anos a partilharem casa, decidiram "dar o nó", mas Andreia acabou por ficar desempregada e a concretização do sonho foi adiada. A união sob a bênção do santo casamenteiro, que a lisboeta refere com um brilho nos olhos, foi a solução encontrada. "Eu sei que vou estar muito nervosa", desabafa, sem esconder que os plano de ambos são ter casa própria e filhos.

Ainda assim, não acreditam que vá ser um papel a alterar a vida em comum que construíram ao longo dos últimos 11 anos. "Numa relação de um ou dois anos, muita coisa pode mudar, mas dez anos já é muito tempo", ressalva o noivo.

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