Amigo de Sócrates confirma que lhe entregou dinheiro e pagou carro e motorista

Juiz disse que tanta generosidade sem contrapartida não encaixa. Ainda não há elementos sólidos de atos de corrupção

Não há almoços grátis. É este o pressuposto que guia toda a imputação do Ministério Público a José Sócrates e à sua relação com o empresário Carlos Santos Silva, ambos em prisão preventiva por suspeitas de corrupção, fraude fiscal e branqueamento de capitais. Santos Silva, segundo apurou oDN, assumiu ter entregue dinheiro a José Sócrates, eventualmente sob a forma de empréstimos. Mas, o empresário também pagava o salário do motorista, João Perna (também em prisão preventiva) e empregou a ex-mulher de Sócrates, Sofia Fava. No despacho que colocou os três arguidos em prisão preventiva, o juiz Carlos Alexandre afirmou que tanta generosidade, sem contrapartidas, não encaixava no seu "humilde espírito".

Certo é que nas mais de 200 páginas do despacho que encerrou os interrogatórios dos arguidos, não é feita referência ou indicação a qualquer ato concreto de José Sócrates enquanto primeiro-ministro que poderá ter beneficiado o grupo Lena, do qual Santos Silva foi administrador, já que, segundo o Ministério Público, terá sido daquele grupo a origem de grande parte dos 23 milhões de euros depositados na Suíça em nome de Carlos Santos Silva, mas que o procurador Rosário Teixeira considera ser José Sócrates o verdadeiro dono do montante.

Leia mais na edição impressa ou no e-paper do DN

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG