Alunos do secundário protestam contra obras paradas

Cerca de 250 alunos da Secundária de Vale de Cambra, distrito de Aveiro, cumprem hoje uma greve às aulas, protestando contra a falta de condições da escola e a paragem de quase um ano nas respetivas obras.

Em declarações à Lusa, o presidente da Associação de Estudantes daquele estabelecimento de ensino, David Quadé, explicou que "a escola é nova e não se percebe como é que pode ter tão más condições, com chuva a cair dentro das salas, humidade, os alunos a passarem frio porque o ar condicionado não funciona, e com amianto no telhado do pavilhão".

Quanto às obras de construção de um novo edifício escolar, dentro do recinto atual, que está parada há nove meses, David Quadé recorda que essa empreitada se destinava a acolher uma biblioteca, um refeitório e salas de aulas, mas estagnou "devido à falência do construtor".

"A Câmara diz que vai falar com o Governo e que o Estado tem que resolver o problema, mas a realidade é que nunca mais acabam as obras e, entretanto, nós é que estamos a ser prejudicados", garante o presidente da Associação de Estudantes.

Enquanto a intervenção se mantém parada, David Quadé reclama que as condições nos restantes espaços da escola se vão deteriorando: "Ninguém aguenta o frio, há zonas onde cheira a mofo, as turmas têm excesso de alunos por sala e também não há funcionários que chegue".

Como exemplo, o presidente da Associação de Estudantes refere que "para um bloco com seis pisos só há quatro funcionários, o que já dá para ver como as coisas estão impossíveis".

A Escola Secundária de Vale de Cambra é frequentada por cerca de 2.000 alunos do 7.º ao 12.º ano de escolaridade.

As obras em causa, da responsabilidade da Parque Escolar, foram iniciadas em abril de 2011, referindo a autarquia que os trabalhos foram interrompidos há nove meses e que, "neste inverno rigoroso, têm-se registado vários episódios de inundações com consequências a nível de humidade e da deterioração de materiais e equipamentos, bem como no aumento de episódios de saúde nos docentes, funcionários e alunos".

A Parque Escolar já terá tido conhecimento de toda a situação, "através de uma visita e de um relatório", sendo que o problema deverá ser discutido novamente hoje, com o Ministério da Educação.

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