Alunos do básico ao secundário manifestam-se hoje

Estudantes do ensino básico e secundário saem hoje à rua para contestar as políticas governamentais que dizem estar a deixar as escolas sem professores nem auxiliares e os alunos sem dinheiro para comprar manuais ou refeições.

A manifestação, que vai decorrer em escolas de norte a sul do país, insere-se numa iniciativa intitulada o "Dia Nacional de Luta dos Estudantes do Básico e Secundário".

Sob o lema "Não dá +, Pros Bancos vão Milhões e Pras Escolas só Tostões!", os alunos de 47 escolas vão faltar às aulas para se manifestar nas ruas das suas cidades, respondendo assim ao apelo lançado por três associações de estudantes (AE) - a Secundária Dr. José Afonso (Seixal), a D. João II e a Lima de Freitas (ambas em Setúbal).

Há escolas que vão fazer concentrações, outras optaram por apitões ou mesmo manifestações. Os estudantes dizem que os problemas nas escolas se têm agravado por falta de financiamento do Ministério da Educação e Ciência.

Faltam funcionários e professores nas escolas mas também há carência de materiais nas salas de aula, exemplificou Sara Ferreira, presidente da AE da Escola Secundária André de Gouveia, em Évora.

Turmas com mais de 30 alunos, salas de aula frias porque não há dinheiro para ligar os aquecedores ou "filas intermináveis no bar e cantina" por falta de funcionários foram outros dos problemas apontados pelos alunos.

Sara Ferreira lembrou ainda o fim do passe escolar e o aumento do preço dos manuais escolares. Resultado: "Há alunos que estão a desistir de estudar porque não têm dinheiro para os manuais, nem para o passe ou para comer na cantina", acusou a presidente associativa.

Em Évora, a manifestação vai partir da escola rumo à câmara municipal. Em Lisboa, os alunos também vão sair das suas escolas rumo ao Saldanha, contou à Lusa Francisco Trepa, presidente da AE da Escola António Arroio, em Lisboa. Além desta escola, as associações de estudantes lisboetas da D. Pedro V e Eça de Queirós também prometera participar na iniciativa.

Anunciaram ainda que iriam participar na manifestação os alunos das escolas Sebastião da Gama e Lima de Freitas (ambas em Setúbal), Manuel Cargaleiro (Seixal), Casquilhos (Barreiro), Fernão Mendes Pinto (Almada).

Mais a norte, os alunos de Arcos de Valdevez (Viana do Castelo), Henrique Medina (Esposende), Oliveira do Douro (Gaia), Santa Maria da Feira, Mirandela também deverão participar, assim como os estudantes de quatro escolas de Coimbra - D. Dinis, Avelar Brotero, Quinta das Flores e D. Duarte.

No Porto, aderiram à iniciativa os alunos da Rodrigues de Freitas, Soares dos Reis, Carolina Michaelis e Fontes de Pereira de Melo.

No total, 47 associações de estudantes de norte a sul do país, desde Vila Real de Santo António até três escolas em Chaves (Fernão Magalhães, António Granjo e Júlio Martins) dizem participar nesta manifestação.

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