Alunos defendem fusão de cursos

Representantes dos estudantes do ensino superior politécnico defenderam a fusão de instituições e cursos que estão geograficamente próximos, durante uma reunião realizada no Ministério da Educação e Ciência (MEC) onde pediram ao Governo "coragem para atuar".

"Tivemos uma segunda reunião [ao fim do dia de quarta-feira], para discutir várias matérias, entre as quais as linhas de orientação estratégica para a reforma do ensino superior, apresentadas em maio pelo secretário de estado", disse à Lusa Daniel Monteiro, presidente da Federação Nacional de Associações de Estudantes do Ensino Superior Politécnico (FNAEESP).

A posição dos estudantes surge depois de um encontro nacional realizado na semana passada, altura em que aprovaram uma moção defendendo ser "insustentável" viver num país com iguais ofertas formativas em instituições geograficamente próximas.

"É preciso racionalizar a oferta formativa. Existem cursos no interior e no litoral que devem ser fundidos. Por exemplo, só em Lisboa existem cinco cursos de gestão", sublinhou Daniel Monteiro.

Durante o encontro realizado na quarta-feira, com responsáveis da secretaria de Estado do Ensino Superior, os alunos apoiaram a fusão nos casos em que há "ganhos de escala".

Fazer um manual com uma lista dos nomes dos cursos e a indicação do subsistema de ensino a que pertence (politécnico ou universitário) é outra das mudanças sugeridas pelos estudantes, que querem ainda que seja feita uma revisão do Regime Jurídico das Instituições de Ensino Superior.

A posição destes alunos vai no mesmo sentido das linhas estratégicas do MEC e, por isso, os estudantes pedem apenas que sejam aplicadas as medidas definidas na reforma da rede de ensino superior: "Agora mais do que nunca é preciso coragem para atuar", resumiu Daniel Monteiro.

"A falta de determinação e coragem política, tão necessárias para levar a cabo uma reforma que consiga reestruturar e racionalizar a atual rede de ensino superior, tem sido manifestamente determinante para muito pouco ter sido feito relativamente a esta matéria", acusam os estudantes na moção enviada para a Lusa.

"À exceção da fusão das escolas superiores de enfermagem públicas em Lisboa, Coimbra e Porto, da integração das restantes escolas superiores de enfermagem do país, nas instituições de ensino superior da região em que se inseriam, e da integração das escolas superiores de tecnologia da saúde, nos institutos politécnicos das cidades respetivas, nada mais passou do papel à prática", criticam.

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