Alto preço dos metais ajudou a subida de furtos de cobre

O elevado preço dos metais não preciosos está a contribuir para "a forte intensificação" de furtos de cobre, criando um mercado criminal que evidencia "um elevado nível de profissionalismo", refere o Relatório Anual de Segurança Interna (RASI) de 2011.

"O elevado preço das matérias-primas - com destaque para os metais não preciosos - está a servir de mote para a forte intensificação de furtos, em especial de cobre, mas também de ferro, bronze, alumínio e outros metais, criando um mercado criminal onde coexistem o crime de oportunidade e ações evidenciando um elevado nível de profissionalismo", lê-se no RASI.

Segundo o documento hoje apresentado, a frequência deste tipo de crimes, a sua ampla dispersão em território nacional, mesmo em zonas mais remotas, e a extraordinária diversidade de alvos selecionados, vem "agravar o sentimento de insegurança e ampliar os níveis de criminalidade registados, criando, simultaneamente, problemas de manutenção de serviços assentes nas infraestruturas críticas visadas por tais atos".

O RASI indica também que foi detetado o ano passado "o florescimento de prósperos nichos de mercado, ao qual não serão alheios a difícil conjuntura económica e os sucessivos recordes de cotação que o ouro tem atingido nos mercados internacionais", o que torna os estabelecimentos de comércio de ouro e as próprias residências dos cidadãos "alvos privilegiados da ação de indivíduos e grupos criminosos".

Devido à localização geográfica, Portugal continua a ser considerado, por diversas estruturas criminosas transnacionais, como "um território com elevado potencial de trânsito de diversos produtos e bens traficados e contrabandeados", sublinha o documento.

Neste sentido, acrescenta, as infraestruturas portuárias e aeroportuárias continuam a constituir "alvos privilegiados do crime organizado para, através da identificação e aproveitamento de eventuais vulnerabilidades, procederem à introdução e escoamento de bens de natureza ilícita".

O RASI refere ainda que a atual conjuntura económica e financeira é passível de potenciar "o crescimento da economia paralela, tornando particularmente relevante a deteção e monitorização de ilícitos relacionados com a fraude e evasão fiscal".

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG