Alfredo da Costa suspende angariação de donativos

A Maternidade Alfredo da Costa suspendeu a campanha de angariação de donativos através das notas de marcação de consultas, lançada há uma semana, devido às reacções negativas "desproporcionadas" contra a iniciativa.

Jorge Branco, director da instituição, disse à agência Lusa que a decisão foi tomada na terça-feira, dia em que a ministra da Saúde, Ana Jorge, considerou o pedido de ajuda "um pouco extemporâneo" e "sem razão", assegurando que "não há ruptura" no funcionamento da maior maternidade portuguesa.

Já antes, na sexta-feira, a Associação Portuguesa dos Administradores Hospitalares e o Movimento dos Utentes dos Serviços de Saúde haviam criticado a solução adotada.

A Maternidade Alfredo da Costa, em Lisboa, lançou no início da semana passada uma campanha de recolha de donativos, para ajudar nas despesas, perante as limitações orçamentais.

Nas notas de marcação e confirmação de consultas ou nos recibos de pagamento das taxas moderadoras era pedido a utentes e a familiares, se assim o entendessem, um donativo a favor da maternidade, no montante que quisessem dar. O dinheiro era transferido para o número de identificação bancária da conta do Tesouro (que chegou a estar reproduzido no portal da instituição).

O diretor da maternidade, Jorge Branco, explicou hoje que o conselho de administração da unidade decidiu suspender a iniciativa nos moldes em que foi criada, apesar de concordar com a "boa prática", face ao "ruído tão grande" e à "reação desproporcionada" gerados. Sem revelar o montante, o responsável adiantou que a campanha, ao nível de iniciativas do género realizadas nos "melhores hospitais do mundo", conseguiu angariar algum dinheiro, ainda que pouco, em tão pouco tempo.

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