Agricultores dizem que não têm excedentes

Os agricultores dizem que não dão fruta e legumes excedentes ao Banco Alimentar Contra a Fome porque não têm. Negam qualquer destruição de produtos e justificam com a baixa de produção, os novos negócios e os pedidos das instituições locais.

O Banco Alimentar não recebeu este ano fruta e hortícolas dos produtores e o ano passado já tiveram uma grande quebra, responsável pela diminuição na totalidades de alimentos angariados, de 30 mil para 28 mil.

E na campanha da primavera, que ocorreu este fim de semana, pela primeira vez desde 2003 registam quebra das doações. Recolheram 2445 toneladas de alimentos quando em maio de 2012 angariaram 2632.

Isabel Jonet, presidente da organização, disse ao DN que já contactaram produtores espanhóis para lhes entregarem excedentes de fruta e de legumes. Estes são doados ao abrigo de um programa comunitário que compensa quem produz.

Aquele instrumento de apoio também subsidia o transporte e é esse mecanismo que o BA pensa usar para trazer os produtos de Espanha.

João Machado, presidente da Confederação de Agricultores de Portugal, justifica ao DN que tem havido menos produção de fruta. Além de que as peças de menor calibre que não são comerciáveis estão a ser usadas para a indústria (sumos) e para a alimentação animal. E, também, há mais instituições locais a pedirem diretamente aos produtores.

"Muitas vezes é mais fácil dar a uma instituição local, até porque, se calhar, podem ser os próprios voluntários a fazer a apanha, do que a estar a recolher para doar ao Banco Alimentar", justifica João Machado. Até porque o subsídio comunitário também foi reduzido para metade

Isabel Jonet considerou os resultados da campanha do último fim de semana "impressionantes" devido à atual crise. No entanto, diz estar preocupada com a quebra nas recolhas, até porque têm cada vez mais pedidos, o que faz com que cada pessoa recebe menos quantidade. O que a dirigente considera ser "um problema".

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