Agentes que boicotaram teste de tiro vão repetir prova

Os operacionais do Corpo de Intervenção da PSP boicotaram na segunda-feira os testes de tiro, em protesto contra a suspensão de um subsídio, e vão repetir a prova por indicação da direcção nacional, disse hoje à Lusa fonte policial.

De acordo com a fonte, cerca de 70 elementos do Corpo de Intervenção (CI) em Lisboa decidiram responder todos colocando uma cruz na alínea A do teste de tiro, prova que estes profissionais realizam anualmente e que os certifica para poderem usar armas. Estes elementos do CI decidiram responder desta forma ao teste para protestarem contra os cortes no suplemento especial de serviço, em período de férias e baixas médias, contestação que começou no início de Outubro com levantamentos de rancho, concentrações à porta do quartel na Ajuda, em Lisboa, e entrega de uma carta reivindicativa ao Presidente da República.

Os elementos do CI quando tiram negativa nesta prova arriscam-se a ficar sem arma e em caso de boicote podem sofrer processos disciplinares. Estavam marcadas para se realizarem ao longo desta semana testes de tiro a todos os elementos do CI de Lisboa, mas estas provas foram suspensas pela direcção nacional da PSP devido aos protestos, sendo, em breve, marcada uma nova data, adiantou a mesma fonte. Contactada pela Lusa, o porta-voz da direcção nacional da PSP, comissário Paulo Flor, confirmou que os testes realizados na segunda-feira foram anulados e os operacionais vão repeti-los.

Paulo Flor adiantou também que o director nacional da PSP, superintendente-chefe Guedes da Silva, visita hoje pela segunda vez esta semana o quartel do CI para se reunir com estes operacionais, tendo na terça-feira mantido um encontro com uma parte dos elementos do CI e hoje com os restantes. Segundo a direcção nacional, Guedes da Silva "não prometeu suplementos, gratificações e abonos" aos polícias do CI, nem processos disciplinares de averiguações, tendo transmitido uma mensagem de "coesão, missão e espírito de corpo" na primeira visita que realizou ao quartel.

"Independentemente das manifestações públicas, continuam a merecer toda a legitimidade por parte da hierarquia policial. Os polícias do CI são e continuarão a ser uma das elites da PSP enquanto vestirem a farda e honrarem a sua missão", sublinha a direcção nacional da PSP.

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